Fernando Pessoa

Fantástico poeta portugués.

Sus poemas hablan por él:

Se às Vezes as Flores Sorriem

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios…
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos…
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

(Fernando Pessoa)

… procure os seus caminhos, mas
nao magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça
perdao!
Nao se acostume com o que nao o
faz feliz, revolte-se quando julgar
necessário.
Alegue seu coraçao de esperanças
mas nao deixe que ela se afogue
nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece
novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, nao se perca!
Se o achar, segure-o!!!
(Fernando Pessoa)

E falta sempre
uma coisa, um copo,
uma brisa, uma frase,
E a vida doi
quanto mais se goza e
quanto mais se inventa.
(Fernando Pessoa)

O Amor
O amor, quando se revela,
Nao se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas nao lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Nao sabe o que ha de dizer.
Falar parece que mente
Calar parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr’a saber que a estao a amar!

Mas quem sente muito, cala,
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fal,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que nao lhe ouso contar,
Ja nao terei que falar lhe
Porque lhe estou a falar…
(Fernando Pessoa)

Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.

(Fernando Pessoa)

Aí que prazer nao cumprir um dever,
ter un livro para ler e non o facer!
Ler é maçada estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
sen ediçao original.
E a brisa, essa de tao naturalmente matinal
como tem tempo nao tem pressa.

(Fernando Pessoa)

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